Trail do Guincho 2012

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E eis que me estreei em provas de trilhos!!! e fomos logo apadrinhados pelo experientadíssimo Mário Lima que nos acompanhou em todo o percurso desta prova🙂

Até agora tinha participado em 3 actividades “off-road”: Mega Free Trail com 13,5km pela Serra de Sintra, Treino R4F de 14km pelos trilhos de Monsanto e um treino de 10km no areal da Costa da Caparica. Desta vez seria em competição com um relógio a fazer tic-tac…

Manhã quente na Malveira da Serra e muita gente por ali para participar nesta prova que faz parte do Circuito Nacional de Montanha (chegaram ao fim 483 pessoas).

O José Carlos Melo começou logo por arranjar um ponto alto para apanhar o nosso grupo “de cima”.
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Algumas caras conhecidas por ali, como o Pedro Joao Reis e o Alberto Nunes com quem estive um pouco à conversa.
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Aproveitámos uns minutos antes da prova para desentorpecer as pernas e depois aí vamos nós.
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A zona do Guincho é muito agradável, não requeria viagens para participar e a prova tem uma distância boa para quem se quer estrear neste tipo de corridas. O percurso não era complicado, existindo apenas uma famosa subida já perto do final de que toda a gente falava como bastante difícil (mas pouco técnica hehehehehehehe).

20120531-003203.jpgA parte inicial do percurso faz-se muito bem, até porque é neste fase que se viaja de Janes para o Guincho, fazendo com que se esteja bem mais tempo a descer que a subir. Recordo deste troço até aos 5km a passagem pelo leito dum riacho (alguém comentou: “este ano está seco”) e por um pequeno túnel iluminado por tochas.

Em 28 minutos chegamos “lá abaixo”, atravessamos a estrada da Malveira para a Praia do Guincho e começamos a percorrer a zona das arribas, acima da Praia do Abano.

A irregularidade do piso gera desconforto nos pés, calcanhares e tornozelos, com algumas “dorzinhas” que não costumo sentir a correr em estrada. Não sei se é sempre assim, ou se é por falta de hábito.

20120531-004252.jpgNesta fase o percurso começa por ser plano, mas só no que diz respeito a não subir. O piso, esse, era tudo menos plano com muitas pedras no chão, alguns ramos ou raízes e também silvas a obrigarem a uma atenção permanente pois, se tirarmos os olhos dos pés, aumenta bastante a probabilidade duma queda ou entorse. Partes a direito eram também raras, com “ésses” permanentes. Quando se olhava um pouco mais á frente era isto que se via.

Na fase ascendente fazemos algumas tangentes em sítios “rentes ao precipício” (nada muito alto ou prolongado, mas a exigir foco pois um azar seria perigoso). Deu a determinado ponto para fazer um “auto-retrato”…
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No fim da subida vamos atravessar de novo a estrada, desta vez por cima da Malveira na direcção do Cabo da Roca.

E é depois disto que encontramos a subida difícil… Acho que na próxima traga os mosquetes, espigões e cordas, pois trata-se duma “parede” em que quase ninguém vai até ao cima a correr (peço desculpa aos lideres da prova que possivelmente terão capacidade para tal, mas esses não os vejo depois da partida…).

Eis o que nos esperava…
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… e a vista de cima para baixo…
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Depois da “parede” tínhamos mais algum sobe e desce durante cerca de 1km até chegarmos a um “corredor” no meio do mato, sempre a descer – a fazer lembrar uma parte semelhante que tínhamos apanhado em Sintra perto dos Capuchos. Lindo!!!
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Estávamos prestes a chegar ao fim da prova. Entrasse na aldeia pela parte de cima e temos depois uma descida de 200/300 metros para a meta onde chegámos a par, com um tempo de 1h23m10s para 11,9 km.
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A organização pedia a entrega do dorsal na chegada, mas entregava um saquito com t-shirt, ågua, pêro vermelho, néctar e pão com chouriço…

Não podíamos deixar de fazer a foto de grupo dos felizes resistentes🙂
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O nosso sincero agradecimento ao Mário Lima pelo cuidado posto em nos acompanhar nesta nova experiência. Andou sempre por perto, com alguns alertas e muitas palavras de incentivo, até que, chegando perto de Janes e nos sentindo “entregues”, foi na frente para esticar as pernas no último km. Obrigado!
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Duas notas finais:

1. Soube pela primeira vez o que era o “problema” que obriga muitos a utilizar adesivos em pontos sensíveis. Até aqui sempre tinha corrido com uma camisa desportiva bem justa por baixo da laranjinha. Desta vez, dado o calor previsto, optei por levar apenas a exterior e a verdade é que quando cheguei a casa ao tomar banho notei uma hiper-sensibilidade dolorosa nos mamilos😦 Tenho que ver bem o que fazer nas próximas…

2. Os meus agradecimentos ao José Carlos Melo, pois tem sido o fornecedor involuntário de, talvez, mais de metade das fotos que aqui coloco dos treinos e provas que vou fazendo. A sua capacidade de correr com tempos fantásticos e ainda garantir imensas fotos do antes, durante e depois é claramente apreciada e aproveitada por este atleta🙂

RunAbraços

5 thoughts on “Trail do Guincho 2012

  1. Parabéns pela 1ª prova em trilhos. E aqui o tempo é bem mais relativo, pois os percursos não são comparáveis de uma prova para outra. É aproveitar para desfrutar. Venham as próximas

  2. Parabéns a ti e à Mónica! Também foi a minha estreia em trails e gostei bastante, só tenho pena de não ter podido ficar com o dorsal… Já escrevi à organização a dizer que achei lamentável, mas enfim há coisas que não vale a pena tentar entender…
    Depois se puderes manda-me esta fotografia em que estamos juntos, porque também não fui bafejado pelas fotos públicas desta corrida!🙂

  3. Como sempre gostei muito de ler o teu relato…🙂 E tenho para mim que esta coisa dos trilhos é como se diz no livro Nascidos para Correr a propósito da Corrida de Leadville “Não é preciso ser rápido. Mas é preciso ser-se destemido”… Esta última parte é o que me falta pois lenta já sou🙂 e com muito gosto :-)…

  4. José

    Estas provas têm pedregulhos? Tem! Tem ‘paredes’? Tem! Tem locais onde todo cuidado é pouco? Tem! Mas tem também muito mais. Vistas lindíssimas. O contacto com a natureza. O chilrear da passarada, o cheiro dos eucaliptos.

    O passar por ribeiros (fui que disse que este ano o ribeiro estava seco), o beber água das nascentes (aconteceu-me na Geira Romana em pleno Gerês), o musgo, os animais nas pastagens.

    Tudo isso só estas provas nos dão. A estrada dá-nos alcatrão!

    Espero sinceramente encontrar-vos em mais provas deste tipo.

    Abreijos!

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