Treino dos Chafarizes

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“Chafariz” (do árabe, SAHRIDJ) – obra de alvenaria, com uma ou mais bicas, por onde corre água potável; bebedouro publico.

Lisboa e a água

A história de Lisboa sempre esteve relacionada com a água, quer seja o rio que aqui desagua, quer seja a permanente escassez que a cidade sempre teve que enfrentar.

O Tejo, pela amplitude da sua foz, tem uma salinidade muito elevada e assim a água do rio não é potável. A única área de Lisboa com nascentes de água era Alfama, assim logo que a cidade começou a crescer instalou-se uma situação de défice crónico no abastecimento de água.

A água é de facto um bem vital para a cidade: para além do seu consumo, é utilizada também para a sua defesa, para o seu saneamento, e para diversas manufacturas, tanto pela sua força motriz, como constituinte de distintas produções e fabricos desde os tempos mais remotos.

A urbanização da cidade vai também ser condicionada pelo acesso a água, pelo seu escoamento e distribuição. Os pontos de acesso à água, como as nascentes ou os poços, sendo fundamentais na cidade, geram praças e largos, espaços não edificados que estão entre os de maiores dimensões dentro da cidade, necessários para facilitar o acesso e permanência dos utilizadores.

São espaços e equipamentos cuja importância será confirmada pela MONUMENTALIZAÇÃO a que tanto o equipamento em si como toda a praça frequentemente são sujeitos, preservando e garantindo o seu protagonismo na cidade.

Desde cedo que se pensou aproveitar as águas do vale da ribeira de Carenque, na região de Belas, até porque os romanos as tinham utilizado e construído aí uma barragem e um aqueduto (sec. III).

Em 1571 foi proposto a D.Sebastião que se construísse uma rede de abastecimento de água para Lisboa aproveitando as obras feitas pelos romanos, mas foi preciso esperar por 1731 para finalmente a obra ser iniciada, por ordem do rei D. João V.

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Aqueduto das Águas Livres

Conhecido pela maior parte das pessoas pelos arcos existentes no vale de Alcântara (um dos postais de Lisboa), capta e conduz a água proveniente de 58 nascentes (principalmente na serra da Carregueira) até ao Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras utilizando apenas a acção da gravidade.

Operou desde 1748 até ser desactivado pela EPAL em 1967, e chegou a abastecer 30 chafarizes na sua rede de distribuição (quase metade dos existentes em Lisboa).

Em 1880, a importância do aqueduto diminuiu bastante devido ao início da exploração das águas provenientes do Alviela que eram conduzidas até ao reservatório dos Barbadinhos (por cima de Stª. Apolónia) onde a água era elevada com máquinas a vapor, alimentando Lisboa de água potável ao domicilio.

NOTA: Em 2004, o escritor Pedro Almeida Vieira publicou o romance «Nove Mil Passos» que tem como destaque as carências de água em Lisboa e as fases e dificuldades de construção do Aqueduto das Águas Livres. O romance relata, para além da vivência na Corte de D. João V, as complicações geradas ao longo de duas décadas até à chegada da água a Lisboa.

Nosso Treino:

Os 10 Chafarizes Monumentais estavam (quase todos) na rede de distribuição do Aqueduto das Águas Livres. Hoje encontram-se secos (excepto o chafariz do Carmo) e a precisar de restauro, mas a sua história e arquitetura continuam a ser formidáveis e a merecer atenção.

Quem “descobriu” este tema e fez uma primeira rota em Junho de 2012 foi o Paulo Lapão. Gostei muito da ideia e logo lhe lancei o desafio de fazermos um treino público após a experiência da “Visita aos Presidentes”
(http://umapernaatrasdaoutra.wordpress.com/2012/09/23/treino-visita-aos-presidentes/)

Ao redefinir o percurso e fazermos reconhecimentos (3) acabámos por acrescentar aos Chafarizes Monumentais alguns outros locais (chafarizes de Dentro, das Moiras e do Largo do Mastro além do reservatório do Patriarcal).

Às 8h30 já estavam atletas no Café In preparados para mais uma manhã de boa disposição… às 8h50 os quatro organizadores fizeram o curto briefing e depois…

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… tempo para a foto de grupo de +– 90 “locos” de partida para os 18km. A participação de tanta gente superou todas as expectativas de quem pensou, planeou e organizou os “Chafarizes”… e isso é muito recompensador Smile

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Na primeira etapa do percurso passámos pelas Docas de Santo Amaro, Urban Beach, Cais do Sodré e Rua do Arsenal…

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…e no arco da Rua Augusta esperavam mais 20/30 atletas para fazer o percurso na versão de 13km.

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Chafariz D’el Rei:

Talvez o mais antigo de Lisboa, remontando ao período muçulmano. Existem referências documentais desde 1220, então como Chafariz de São João da Praça dos Canos. As obras em 1308, no reinado de D.Dinis, deu-lhe o nome actual. A fachada é de 1864, quando passou a ser abastecido pelo Aqueduto das Águas Livres.
Era considerado o chafariz mais importante de Lisboa, chegou a ter nove bicas em funcionamento e cada bica era exclusiva de um grupo social: uma era para os negros forros, outra para os moiros das galés, outra para as moças brancas, outra para os homens brancos, outra para as índias, pretas, escravas e lacaios

Fizemos aqui a primeira paragem para reagrupar… e para admirar o chafariz e toda a sua envolvência.

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Chafariz de Dentro:

“Disputa” o titulo de chafariz mais antigo de Lisboa com o D’el Rei (sendo o segundo bem maior, sempre foi mais relevante para a cidade). Existem referências a este chafariz desde 1285, chamando-se inicialmente Chafariz dos Cavalos. Fernão Lopes relata-nos que as suas bicas de bronze eram cabeças de cavalos, as quais foram roubadas por tropas castelhanas. Passou a designar-se Chafariz de Dentro após a construção da muralha fernandina (1375) em que se passou a localizar intramuros.

O chafariz, pouco visivel se estivermos menos atentos, estava no largo em frente ao Museu do Fado…

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O nosso caminho seguiu pelas Escadinhas de Stº Estevão e passámos pelos Balneários Públicos de Alfama Smile (à esquerda na 2ª foto)

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Chafariz de Stº. Estevão:

Integrado num muro de suporte à Igreja de Santo Estêvão é revestido de azulejos do século XVIII, vê-se representada Nossa Senhora do Carmo e o Menino, e a pomba do Espírito Santo na cúpula.

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Mesmo sendo o Chafariz menos monumental e de dimensão reduzida, conseguiu albergar algumas dezenas de atletas…

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A “saída” de Stº Estevão foi feita pelo Beco do Carneiro, um dos locais mais marcantes da manhã (belo exemplo das peculiaridades da Alfama) Smile

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Chafariz das Moiras:

O Chafariz das Moiras situava-se na Alameda das Linhas de Torres, mas no século XX foi demolido (por falta de água para o seu abastecimento) e a fachada e a bacia foram transferidos para o Largo do Correio-Mor. Foi projectado pelo arquitecto José Therésio Michelotti e construído entre 1813-1815.

Podemos ver uma foto “de arquivo” com o chafariz no seu local original

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Este chafariz não faz parte dos 10 Monumentais, mas tem uma história interessante e tem água(!!!) o que é bom para o nosso treino Smile

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A “rua” era mesmo nossa!!! Aqui na zona do Martim Moniz…

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Chafariz do Intendente:

Inicialmente situava-se junto à Fábrica de Azulejos Viúva Lamego. Os primeiros esforços para construir um chafariz no local devem-se a Pina Manique, Intendente Geral da Polícia.  Foi concluído em 1824 em estilo neoclássico, tem duas bicas e é coroado por uma esfera armilar.
Também chamado de Chafariz do Desterro, foi em 1917, por motivos de reorganização de trânsito, transferido para o actual local.

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Chafariz do Largo do Mastro:

No séc. 17, a zona de Belém era abastecida pelo Chafariz da Bola. Em 1846, foi deliberada a construção de novo Chafariz, denominado dos Golfinhos, para o sítio do Chão Salgado (antigo palácio dos Távoras), reutilizando elementos que já estavam concluídos para o Chafariz de Santana, que não se chegou a construir. Inaugurado em 1848, o chafariz foi desmontado em 1940 para se construirem os pavilhões da Exposição do Mundo Português. Em 1947, o corpo central do Chafariz foi erguido no Largo do Mastro. Os elementos restantes do nado-morto Chafariz de Santana foram parar à Avenida da Liberdade, rebaptizados como Estátua do Rio Tejo e Estátua do Rio Douro.

(outro chafariz fora da lista dos monumentais) Subimos pela freguesia da Pena para chegar ao largo…

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Depois para chegar ao Rossio, descemos pela Rua de S.Lázaro e atravessámos o Hospital de S.José…

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… pela peculiar Rua do Arco da Graça abaixo até ao Largo de S.Domingos – da Ginginha, onde não se parou Smile – Largo do Rossio e Rua do Carmo acima (onde se ouviu cantar a plenos pulmões “Olha como é, a rua do Carmo”)

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Chafariz do Carmo:

O chafariz que se vê hoje substituiu um mais antigo que existiu até 1786. Em estilo pombalino, foi colocado em frente das ruínas do Convento do Carmo e apresenta um pórtico com quatro pilares adornados que cobrem uma pirâmide com quatro caras de golfinhos.
Este chafariz esteve inicialmente em Vila Real de Santo António, mas como a população não gostou dele (!?!), veio para aqui.
Em 1851 era o chafariz com maior caudal de todos os que foram construídos no âmbito do Aqueduto das Águas Livres.

Este chafariz é o único dos Monumentais que ainda tem água. Logo, ficou definido que seria o 2º ponto de reagrupar. Estivémos aqui o tempo suficiente para hidratar, tirar algumas fotos e respirar fundo depois da subida da Calçada do Sacramento.

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Visitámos depois o cauteleiro e o Camões e descemos um pouco da Calçada do Combro antes de chegar ao seguinte chafariz…

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Chafariz do Século:

Outrora chamado Chafariz da Rua Formosa localiza-se numa praça em meia-laranja, em frente à casa onde nasceu o futuro Marquês de Pombal.
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É construído em calcário amarelo e ostenta três bicas em forma de carrancas em bronze. Tem uma pequena escadaria de cinco degraus. Trata-se de um exemplar neo-clássico ainda de tendência rocaille e começou a funcionar em 1762.

 

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Resevatório do Patriarcal:

Está localizado no subsolo do Jardim do Príncipe Real e foi construído entre 1860-1864. Em tempos tratou-se do reservatório mais importante na rede de distribuição de água da baixa lisboeta. O seu reservatório tinha a capacidade para 880m3 de água, com 31 pilares de 9, 25 metros. Uma das suas três galerias vai dar ao conhecido “Chafariz do Vinho”. Na década de 40 deixou de funcionar e hoje em dia faz parte do Museu da Água.

No meio da fonte podem observar-se os respiradouros do reservatório.

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O nosso “comboio” seguiu depois para o Largo do Rato

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Chafariz do Rato:

Este foi o primeiro chafariz a ser construído, integrado nos planos do Aqueduto das Águas Livres, e era alimentado por encanamento especial que saía directamente da Mãe de Água das Amoreiras.
Está encostado ao muro do Palácio dos Duques de Palmela, e em Agosto de 1754, a azáfama das gentes locais e dos carros para transporte de água era tão grande, que saiu um decreto real que proibia os carreiros de se abastecerem de água do chafariz, durante o dia, para regas e obras.
No séc. XX com a reforma do largo, que era de menores dimensões, o chafariz perdeu o seu aspecto cénico e diluiu-se como equipamento urbano.

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Na Rua de S.Bento deu-se nova “ocupação”. Os táxis e restantes carros seguiam em procissão atrás de nós Smile

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Fantástico enquadramento que o Nuno Tempera encontrou para foto(s)…

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Chafariz da Esperança:

Este imponente chafariz está em Santos-o-Velho. O Senado da Câmara de Lisboa adquiriu uma porção de terreno que pertencia ao convento franciscano de Nossa Senhora da Esperança, e aí construiu este chafariz. Era abastecido por meio de uma galeria que vinha directamente do reservatório das Amoreiras.
Foi projectado por Carlos Mardel em estilo barroco, e as suas obras foram concluídas em 1768 sendo dos primeiros a ser construído depois do grande terramoto. Tem dois pisos, sendo a parte inferior com três bicas em forma de carrancas para os animais, e a parte superior (o acesso faz-se por degraus laterais) com outras duas em bronze para o povo.

Aqui tivemos a companhia de alguns “populares” muito especiais Smile

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Chafariz das Janelas Verdes:

Virado para uma das entradas do museu nacional de arte antiga, este chafariz barroco em mármore foi edificado em 1755. Tem dois tanques para o uso de animais e um tanque circular no nível superior para o povo. No topo do pedestal encontra-se uma escultura representando vénus, ladeada por uma figura dum cupido (o menino) e por um golfinho.

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Logo ali ao lado, no jardim do Museu de Arte Antiga aproveitou-se o último bebedouro…

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Chafariz da Armada:

Este chafariz substituíu um antigo bebedouro para cavalos. Construído em 1845, fica próximo do Palácio das Necessidades, sendo alimentado a partir do reservatório aí existente. As bicas em forma de carranca foram provenientes do material não utilizado do chafariz do Campo de Santana (que nunca chegou a ser construído – ver chafariz do Largo do Mastro).

Neptuno (chafariz da armada)Inclui dois tanques para gado e quatro bicas para o povo no nível superior. No topo vê-se uma estátua de Neptuno, retirada do chafariz do Campo Grande, entretanto demolido, com um tridente de bronze na mão (entretanto roubado).

 

 

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Última etapa pelo Largo das Fontaínhas, LX Factory e Rua da Junqueira.

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Chafariz da Junqueira:

Também chamado chafariz da Cordoaria (pela proximidade), foi construído entre 1821 e 1828 em estilo tardo-barroco. Este chafariz não era alimentado pelo Aqueduto das Águas Livres. Em 1838 passou a receber água do caudal descoberto na proximidade de Rio Seco, sendo antes abastecido por uma mina de água situada no Alto de Santo Amaro, que se revelou insuficiente.
A construção inicial apenas incluíu a componente central. Em obras de restauro já no sec.XX foram acrescentadas as paredes curvas (1940) e os azulejos produzidos pela Fábrica Viúva Lamego (1960).

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Para chegar ao ponto de partida, faltava só atravessarmos as Av. India e Brasília…

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…e fazer uma foto do grupo após terminarmos!!! Smile

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Convívio e chop-chop:

Depois do treino, temos uma regra simples: cada um trás qualquer coisa para beber ou comer e juntamos tudo Smile

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E deu para água, laranjas, batatas fritas, figos, salame, bolo-rei, rissóis, maças, bananas, minis, amendoins e sei lá mais o quê…

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Notas Finais:

Infelizmente este treino mostrou o estado vergonhoso a que se deixa chegar memórias importantes da história da nossa cidade. Num país que tem tanto a beneficiar do Turismo é simplemente inacreditável Sad smile

Mas também mostra pedaços do nosso património, que mesmo degradado, são claro exemplo da grandiosidade do que tivémos capacidade para construír no passado (neste cado toda a obra relacionada com o Aqueduto)

Espero que tenha sido uma manhã tão fantástica para vocês como foi para mim. É muito recompensador ver tantos a aderir a estas iniciativas que dão trabalho mas também muito prazer a preparar.

Em Fevereiro devemos ter nova aventura… vamos ver Smile

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PS: Os meus agradecimentos a José Carlos Melo, Nuno Tempera, Eduardo Correia, Paulo Pires e Pedro Carvalho a quem “catei” descaradamente muitas das fotos deste post Smile

Ao Pedro Carvalho ainda podemos agradecer alguns “imagens em movimento” do nosso treino:

a) Beco do Carneiro –  https://www.facebook.com/photo.php?v=543813608980480&set=vb.100000555375003&type=3

b) Largo do Caldas – https://www.facebook.com/photo.php?v=543818152313359&set=vb.100000555375003&type=3

c) Calçada do Sacramento – https://www.facebook.com/photo.php?v=543822038979637&set=vb.100000555375003&type=3

d) Rua de São Bento – https://www.facebook.com/photo.php?v=543826072312567&set=vb.100000555375003&type=3

e) Calçada da Pampulha – https://www.facebook.com/photo.php?v=543825855645922&set=vb.100000555375003&type=3

11 thoughts on “Treino dos Chafarizes

  1. Considera a minha humilde contribuição como retribuição da óptima manhã que nos proporcionaram.
    Agradeço uma vez mais e conto estar presente nas próximas aventuras.
    Um bem-haja aos organizadores.

    • Obrigado Pedro,
      É sempre bom conhecer mais atletas amadores e esforçados do pelotão, para mais quando sao simpáticos e entusiastas!
      Dia 17 Fevereiro temos outro… :-)

  2. estamos perante um novo patamar de excelencia na filosofia do corredor. para aqueles que não pensam exclusivamente “qual é o teu tempo!?”, o futuro das corridas passa também pela qualidade destas organizações (treino da bio diversidade, treino dos chafarizes). os organizadores merecem toda a amizade e consideração.

    • As palavras, mesmo exageradas :-), sao tocantes. É bom ver reconhecido o esforço e empenho que colocamos nestas coisas e convertidos em momentos divertidos para toda a gente que participa.
      Abraço

  3. Pingback: 1 ano de “blogosfera”… | Uma Perna Atrás da Outra

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